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Todo profissional gostaria de levar para reuniões com clientes e parceiros de negócios, ou mesmo em viagens, ou para qualquer outro lugar, inclusive para sua própria casa, o arsenal de informações e demais recursos que usa em seu escritório físico. Se, além disso, ele também puder trocar e atualizar dados on-line com os sistemas corporativos, melhor ainda. 

Até poucos anos atrás, esse desejo era apenas parcialmente atendido, devido às limitações da tecnologia. Hoje, porém, o panorama apresenta significativas mudanças. A computação móvel avançou e trouxe a proliferação de dispositivos de diferentes formatos e capacidades. Aliados à criação e ao aperfeiçoamento das redes sem fio e de telefonia celular, esses dispositivos garantem mais mobilidade aos profissionais. 

Este é um segmento em constante evolução e que atrai o interesse de várias fornecedoras de soluções de hardware, software e serviços. Elas não hesitam em investir pesadas cifras no desenvolvimento de novos produtos não apenas móveis, mas também, e principalmente, concebidos para serem usados em ambiente wireless. 

Pesquisa da Infonetics Research mostra que até 2011, 17% das empresas americanas adotarão banda larga por 3G e 11% por WiMax . O estudo também detectou que redes wireless LANs serão adotadas por 73% das organizações americanas até 2011, enquanto a tecnologia metropolitana WiMesh será usada por 11% delas.

Isso porque a mobilidade é vista pelos usuários corporativos como parte fundamental de sua estratégia de comunicação. As redes wireless, por sua vez, constituem a base dessa infra-estrutura. O uso da videoconferência, por exemplo, deve chegar a 34% em 2009.

Em termos conceituais, a mobilidade pode ser definida como a capacidade de acessar informações a partir de qualquer lugar, a qualquer hora. Para isso, é preciso contar com dispositivos móveis como notebooks, laptops, handhelds, entre outros, e com uma conexão wireless eficiente, para o acesso aos sistemas remotos e à Internet. 

Primeiras iniciativas da comunicação sem fio 
Engana-se quem pensa que a mobilidade é um conceito moderno. O desejo da humanidade de se comunicar à distância e sem fio é muito antigo e remonta às sociedades primitivas que utilizavam tambores e sinais de fumaça para isso. Os pombos-correio fazem parte dessa tendência, e foram utilizados por algumas civilizações para possibilitar a concretização desse sonho, que viria a se tornar factível e cada vez mais eficiente com o auxílio da tecnologia. 

Um grande e decisivo passo nessa direção foi a criação do primeiro telégrafo ótico, pelo cientista francês Claude Chappe, em 1794, que possibilitou a formação da primeira rede de telégrafos abrangendo as cidades de Lyon (França), Turim, Milão e Veneza (Itália). Nos anos subseqüentes, outros grandes cientistas e estudiosos de diversos países, especialmente da Europa, deram valiosas contribuições para a evolução das comunicações. Entre eles, destacam-se Alexander Graham Bell, o inventor do telefone, em 1876; Heirich Rudolf Hertz, que detectou as ondas eletromagnéticas previstas pelas equações de Maxwell em 1887; além de Gugliermo Marconi, que inventou o primeiro receptor sem fio de uso prático em 1896. Em 1901, foi realizada a primeira comunicação transatlântica. E desde então, a tecnologia nunca mais parou de evoluir. 

A partir do século XX, os sistemas de comunicação ganharam mais impulso. Em 1921, entrava em operação, nos EUA, o sistema de radiodifusão comercial e a utilização da comunicação sem fio deslanchou, sobretudo no período entre 1939 e 1945. A Illinois Bell Telephone Company introduziu, em 1946, um sistema de telefonia móvel que permitia a comunicação bidirecional e sem fios entre automóveis e o sistema de telefonia. Nos anos posteriores, mais precisamente em 1947, a AT&T Bell Labs lançava o conceito de sistema celular baseado no padrão AMPS (Advanced Mobile Phone System) que seria demonstrado na prática em 1963. 

Vinte anos mais tarde começava a operar nos EUA o primeiro sistema comercial de telefonia celular, utilizando o AMPS, que propiciou o desenvolvimento de outros padrões e ainda hoje é a base para a maioria dos sistemas analógicos de telefonia sem fio em uso. Nos anos 90 o crescimento da tecnologia wireless intensificou-se ainda mais, dando margem ao surgimento de vários sistemas de comunicação sem fio, como o próprio telefone celular, a computação móvel e diferentes tipos de redes. 

Computação Móvel 

Carregar o computador literalmente debaixo do braço passou a ser possível no início da década de 80, com o surgimento dos notebooks ou laptops. Os primeiros modelos pesavam em média 12 quilos, enquanto os atuais encontram-se na faixa dos 3 quilos. Comparados aos computadores de mesa (desktops), os notebooks eram e continuam sendo mais caros e frágeis, mas representam uma ferramenta valiosa para os profissionais que precisam de mobilidade. Por volta de 1991, a Hewlett-Packard (HP) lançou seu primeiro computador portátil, batizado de HP951 X Palmtop PC. 

Também a partir dos anos 90 houve a popularização de mais duas classes de computadores portáteis: o handheld e o PDA (Personal Digital Assistant). Este último, também chamado de palmtop, devido ao seu tamanho reduzido, o que gerou uma confusão de terminologia, ainda reinante, em relação aos produtos fabricados pela empresa Palm, e com a marca Palmtop PC utilizada pela HP. A idéia era oferecer aparelhos pequenos, do tamanho da palma da mão e que coubessem no bolso, sendo também mais leves, com baixo consumo de energia, capazes de executar todas as funções básicas, como processamento de textos, planilhas, coleta de dados, acesso à Internet, entre outras funções. Os handhelds são uma espécie de notebook em miniatura, com teclado (ou com caneta) e tela, e os PDAs são ainda mais compactos, não possuem teclado e o texto é digitado sobre um teclado gráfico, formado em parte da tela, ou escrito à mão com a utilização de uma caneta própria para isso. 

Atualmente existem várias classes e modelos de dispositivos móveis que, em todos os casos, permitem fazer uma conexão com os micros de mesa (desktops) para a troca de informações e instalação de programas. Eles compõem o universo do que foi classificado como computação móvel, também chamada de computação ubíqua ou pervasiva, e que está evoluindo para a wireless computing – computação sem fio. 

Pode-se afirmar que a computação móvel é o último estágio do desenvolvimento da computação pessoal e cada vez mais atrai a atenção de empresas que contam com significativo contingente de profissionais em campo, que nada ficam a dever, em termos de produtividade, àqueles que permanecem restritos ao ambiente do escritório. É o caso dos vendedores que necessitam acessar bases de dados corporativas de forma remota e executar diversas operações, como consulta aos estoques, prazos de entrega, emissão de pedidos, requisição de mercadorias, entre outras. Hoje a computação móvel mostra-se útil a praticamente todos os profissionais de diferentes áreas e, principalmente para aqueles que gastam parte do seu tempo em viagens de negócios, ou mesmo participando de cursos, congressos e outras atividades externas. 

No entanto, a mobilidade implica algumas questões que devem ser consideradas, como a dos limites físicos de hardware, para garantir a portabilidade, a capacidade de processamento, os softwares disponíveis, a comunicação com os sistemas remotos, a autonomia de energia, entre outras. As indústrias de hardware e de software têm se empenhado em otimizar esses e outros aspectos. A Intel busca aprimorar tecnologias de ponta para, cada vez mais, aliar praticidade, alto desempenho, segurança e praticidade para os usuários de dispositivos móveis. 

Disponibilidade é tudo         

As dezenas de milhares de pontos de acesso públicos no mundo inteiro permitem levar a empresa a qualquer lugar do planeta. Quer o funcionário saia em uma viagem internacional, ou apenas vá tomar um cafezinho, é possível continuar conectado, ter carga suficiente para estar disponível, desde que seu notebook seja equipado com a tecnologia de processador Intel Centrino Duo. A disponibilidade é tudo. Com o desempenho dual-core é fácil estar disponível para todos os clientes com a bateria de longa duração e a conectividade sem fio. 

A implementação de WiMAX, a inovação em andamento de sua popular tecnologia de processador Intel Centrino Duo para notebooks e o surgimento de uma nova categoria de dispositivos para conexão à Internet fomentarão uma nova era de computação com conexão de banda larga sem fio. Sob o lema da computação mais eficiente no consumo de energia, mais rápida e com dispositivos menores, os consumidores preferirão cada vez mais essa combinação de tecnologias para utilizar a Internet como entretenimento, negócios e na personalização de conteúdos.

A Intel é líder do mercado de notebooks atualmente, e fornece aos consumidores o que eles desejam em termos de desempenho, duração de bateria e uma experiência online completa. Os usuários móveis desejam cada vez mais mobilidade e conectividade, bem como toda a experiência da Internet em seus dispositivos, que ficam menores a cada dia. A Intel suprirá esses desejos ao oferecer os mais recentes processadores de 45nm e a tecnologia WiMAX nos notebooks, bem como nos dispositivos móveis para a Internet em 2008. Além disso, a companhia tem planos de, com essas tecnologias, levar a computação de baixo custo e a experiência da Internet para as comunidades e economias emergentes de todo o mundo. 

Com lançamento previsto para o final de 2008, a tecnologia de processador codinome "Montevina" será utilizada em todos os tamanhos de notebooks. A nova tecnologia também oferecerá suporte para HD-DVD*/Blu-ray* para a próxima geração de funções de gerenciamento de dados e segurança para o mercado empresarial. Montevina será a primeira tecnologia de processador Intel® Centrino® a oferecer a opção das tecnologias wireless Wi-Fi e WiMAX integradas, para melhor acesso à banda larga sem fio.

Para os consumidores cada vez mais querem acessar conteúdos gerados pelos usuários, vídeos de alta definição, músicas, fotos e outros arquivos pesados durante as viagens, o WiMAX móvel oferecerá velocidades multi-megabits, maior taxa de transferência e maior alcance, se comparada a outras alternativas de banda larga sem fio. Em seu mais recente evento mundial voltado à divulgação das novidades tecnológicas, a Intel demonstrou as capacidades do WiMAX móvel, usando três veículos que passeavam pelo meio do auditório durante o evento.



Houve um período, não muito distante, em que as relações entre administradores
e analistas eram marcadas por grandes dificuldades de comunicação. Essa dificuldade
 histórica, no entanto, foi o que moveu pesquisadores da área de Engenharia de Software
 a buscar formas de estreitar as diferenças entre essas duas áreas de trabalho.
Começaram a ser elaborados mecanismos e criadas novas técnicas para simplificar
a comunicação, a fim de facilitar o andamento da fase inicial do desenvolvimento
 de software. A mesma dificuldade antes identificada entre analistas e programadores
 estimulou a criação de mecanismos capazes de propor modelos de alto nível, que
abstraíssem (de abstração, reduzir a fórmulas e sistemas) a realidade dos administradores.
 Dessa forma, pesquisadores criaram uma técnica de modelagem de alto nível denominada
 de Modelagem de Negócio. Parte integrante do processo de desenvolvimento de software,
 ela serviu para facilitar a comunicação com as pessoas que fazem parte do negócio e
que não possuem conhecimentos de Engenharia de Software. Os ganhos obtidos foram significativos
 para ambas as partes. A modelagem de negócios diz respeito à abstração completa do
 funcionamento de um negócio. A realização da modelagem de negócios pode oferecer à empresa
melhor compreensão de seus negócios, ajudar na formação da base para desenvolvimento da TI
e dos Sistemas de Informação, na melhoria da estrutura das operações; na geração de idéias
 inovadoras, no projeto de novos processos e na identificação de oportunidades de terceirização.
 De acordo com os autores Michael Hammer e James Champy, “um processo de negócio é uma
coleção de atividades que usam um ou mais tipos de entrada e criam uma saída que seja de
valor para o cliente. Um processo de negócio tem um objetivo e é afetado por eventos que
ocorrem no mundo externo ou em outros processos”. Já a definição do autor Thomas Davenport
 aponta que o processo de Modelagem de Negócios “é um conjunto estruturado de atividades,
 desenhado para produzir um resultado especificado para um cliente ou um mercado em particular.
 Isso implica forte ênfase sobre como o trabalho é feito dentro da organização, em contraste
com o foco no produto. Um processo é então uma ordenação específica de atividades de trabalho,
 por meio do tempo e do espaço, com começo e fim e entradas e saídas claramente identificadas:
 uma estrutura para ação”. Serviços de Consultoria Para construir o modelo de negócios a
ser seguido, a empresa faz um estudo do mercado onde o cliente atua e analisa algumas variáveis.
 São elas: o tamanho do segmento e a posição do cliente no contexto do mercado global, as
tendências mercadológicas gerais e as de seu segmento em particular, o posicionamento no mercado
 do cliente e de seus concorrentes diretos e indiretos e finalmente os objetivos mercadológicos
do cliente a curto, médio e longo prazo. Depois dessa etapa, busca-se a melhor solução a ser
adotada, levando em consideração a relação custo-benefício para o cliente. A solução vai propor
 um cronograma de automação, programação de investimentos e previsão de incrementos de
competitividade para o cliente. A equipe responsável pela estruturação dos projetos normalmente
 é multidisciplinar, ou seja, é constituída por profissionais graduados em diversas áreas:
 Administração de Empresas, Engenharia e Análise de Sistemas, Economia e Marketing. Essa
multidisciplinaridade facilita a elaboração de um planejamento completo e a estruturação
de um modelo de negócio que atenda às reais necessidades da empresa cliente. Muitas empresas
especializadas oferecem consultorias, com o objetivo de auxiliar os clientes na escolha da
solução ideal para cada tipo de negócio. Uma vez feita a escolha mais apropriada, a TI será
capaz não só de aumentar a produtividade, como também de maximizar sua cadeia de valor. Por
 intermédio da análise da empresa e de suas necessidades, faz-se um estudo detalhado das
opções disponíveis no mercado e de como elas se compõem. Em seguida, propõe-se um conjunto
de soluções, para atender às especificações da empresa. Também pode ser desenvolvido um
plano de ação e de arquitetura da solução. h4. Características definidas Um processo de
 negócio possui determinadas características, comuns a todos eles: tem uma meta, entradas
e saídas específicas, usa recursos e tem um número de atividades executadas em certa ordem,
 dependendo das condições e dos eventos que ocorrem durante a execução do processo. Tais
atividades podem ser vistas como subprocessos. Modelagem nada mais é do que uma simplificação
 da realidade. Os modelos são construídos para compreender melhor o sistema que está sendo
desenvolvido. De acordo com outra definição, atribuída aos autores Eriksson-Penker, “um modelo
 do negócio é uma abstração do funcionamento do próprio negócio". Tal modelo é composto por
 quatro etapas bem definidas: objetivos, recursos, processos e regras. Os objetivos são os
propósitos do negócio, ou seja, o resultado que toda organização deseja atingir. Os recursos
 constituem os agentes e objetos utilizados em um negócio, tais como pessoas, materiais,
informações ou produtos. Os processos são as atividades que devem ser estruturadas para que
 seja gerado um produto, bem ou serviço. E, finalmente, as regras são normas que restringem,
 derivam e fornecem condições de existência, representando o conhecimento do negócio. A modelagem
 de negócios tem uma série de finalidades, entre as quais podem ser citadas: o entendimento
 da estrutura e da dinâmica da organização em que um sistema deve ser implementado
(a organização-alvo), e o entendimento dos problemas atuais da organização-alvo, para identificar
 as possibilidades de melhoria. Outra das suas funções é assegurar que os clientes, usuários e
 desenvolvedores tenham um entendimento comum da organização-alvo. A modelagem de negócios
também é usada para derivar os requisitos de sistema necessários para sustentar a organização-alvo.
 Para atingir essas metas, a disciplina de modelagem de negócios descreve como desenvolver
logia de apoio, em especial a Tecnologia da Informação (TI), a integração, monitoração e
otimização dos processos. Os processos também diferem em sua natureza. O Processo de Negócio
caracteriza a atuação da organização, resultando no bem final para atendimento a um cliente
externo (processo de cliente), envolvendo os processos organizacionais, e é próprio da
organização em busca de seu desempenho geral, garantindo o suporte adequado a algum processo
de negócio. Já os processos gerenciais são focados no gerenciamento de processos das demais
 naturezas, incluindo ações de medições e ajustes do desempenho por parte de alguma área da
 organização. Quando se fala em Modelagem de Processos, há duas variáveis envolvidas: modelar,
 ou seja, fazer modelos, e a técnica em si, que se refere ao Diagrama de Atividades, definido
 na UML (Unified Modeling Language). h4. Terceira geração A Unified Modeling Language (UML)
 é uma linguagem de modelagem não proprietária de terceira geração. A UML não é uma metodologia
 de desenvolvimento, o que significa que ela não determina o que fazer primeiro ou como projetar
um sistema, mas ela ajuda a visualizar seu desenho e a comunicação entre objetos. Basicamente,
a UML permite que desenvolvedores visualizem os produtos de seu trabalho em diagramas padronizados.
 Junto com uma notação gráfica, a UML também especifica significados, isto é, semântica. É uma
notação independente de processos, embora o Rational Unified Process (RUP) tenha sido especifi
camente desenvolvido utilizando a UML. É importante distinguir entre um modelo UML e um diagrama (ou conjunto de diagramas) de UML. Este último é uma representação gráfica da informação do primeiro, mas o primeiro pode existir independentemente. O XML Metadata Interchange (XMI), na sua versão corrente, disponibiliza troca de modelos, mas não de diagramas. A especificação, a documentação e a estruturação para subvisualização e maior visualização lógica de um total desenvolvimento são os objetivos da UML. Embora a UML defina uma linguagem precisa, ela não é uma barreira para futuros aperfeiçoamentos nos conceitos de modelagem. O desenvolvimento da UML foi baseado em técnicas antigas e marcantes da orientação a objetos, mas muitas outras influenciarão a linguagem em suas próximas versões. Muitas técnicas avançadas de modelagem podem ser definidas usando UML como base, podendo ser estendida sem se fazer necessário redefinir a sua estrutura interna. A UML será a base para muitas ferramentas de desenvolvimento,
 incluindo modelagem visual, simulações e ambientes de desenvolvimento. Em breve, ferramentas
 de integração e padrões de implementação baseados em UML estarão disponíveis para qualquer um.
 A UML integrou muitos conceitos, alguns até opostos, e essa integração acelera o uso do
esenvolvimento de softwares orientados a objetos. A UML tem origem na compilação das "melhores
 práticas de engenharia" que provaram ter sucesso na modelagem de sistemas grandes e complexos.
 Sucedeu aos conceitos de Booch, OMT (Rumbaugh) e OOSE (Jacobson) fundindo-os numa única
linguagem de modelagem comum e largamente utilizada. A UML pretende ser a linguagem de
 modelagem padrão para modelar sistemas concorrentes e distribuídos. A UML ainda não é um
 padrão da indústria, mas esse é o objetivo do Object Management Group (OMG). O OMG pediu
informação acerca de metodologias orientadas a objetos que pudessem criar uma linguagem
rigorosa de modelação de software. Muitos líderes da indústria responderam na esperança de ajudar
 a criar o padrão.
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As Redes da Próxima Geração ou NGN (Next Generation Networks) representam uma nova estrutura de rede na qual os dados, a voz e as novas aplicações multimídia convergem. O surgimento da NGN concretiza o objetivo do mercado de disponibilizar uma plataforma de transporte comum que permita a utilização em larga escala de aplicações como a telefonia IP, acessos móveis à Internet e streaming de vídeo, por exemplo.
A implementação dessa infra-estrutura de rede convergente para o fornecimento de serviços de voz e dados integrados, em contraste com as atuais plataformas independentes existentes, representa um enorme potencial de redução de custos de operação e manutenção de toda a rede de telecomunicações.
Sendo assim, a NGN consegue associar a redução dos custos operacionais das redes ao incremento da possibilidade de implantação de novas fontes de receita, pois torna possível o oferecimento de uma grande diversidade de serviços multimídia. Para que isso aconteça, torna-se essencial disponibilizar soluções de rede que sejam extremamente flexíveis para o oferecimento de serviços diferenciados e sob demanda.
Como exemplo, com uma Rede de Próxima Geração uma empresa pode utilizar a tecnologia IP para disponibilizar a transmissão de informações diversas por meio do uso de redes sem fio, linhas telefônicas ou redes xDSL. Isto possibilita grande flexibilidade na disponibilização dos dados, mas também requer que a NGN mantenha um controle rigoroso do tráfego da rede.
A NGN integra infra-estruturas de redes tais como WAN’s, LAN’s, MAN’s e redes sem fio, que antes eram discutidas separadamente. A integração desses recursos e a convergência do tráfego reduzem os custos totais dos recursos da rede, permitindo o compartilhamento da operação, a administração da rede, a manutenção e aprovisionamento de equipamentos e facilidades para o desenvolvimento de novas aplicações multimídia.
As tecnologias da Internet também criam oportunidades para combinar os serviços de voz, dados e vídeo, criando sinergia entre eles. Afinal, ao incorporar novas funcionalidades e facilidades, as Redes de Próxima Geração viabilizam serviços de VPN, largura de banda sob demanda, roteamento óptico e dinâmico, possibilitando, portanto, enorme flexibilidade e otimização de rede.
O surgimento da NGN beneficiou-se das inovações tecnológicas na área da informação aplicadas às telecomunicações, redes de computadores e serviços multimídia que surgiram nos últimos anos, com as mudanças ocorridas no sistema de telecomunicação.
VoIP e as Redes de Próxima Geração
A onipresença da Internet é real, tanto no segmento corporativo, onde o aumento da produtividade é resultante da transformação gerada pelo e-business, quanto no segmento residencial, com a crescente demanda por serviços diferenciados, em particular os relacionados ao entretenimento. São serviços que requerem uma largura de banda cada vez maior e crescentes taxas de transporte que garantam a qualidade e o desempenho esperados pelo usuário.


 
fonte:http://flammarion.files.wordpress.com/2009/05/voip-icomuni.jpg

Se por um lado é real que o tráfego gerado pela Internet cresce exponencialmente, e o tráfego de voz se mantém com crescimento mais lento, também é bastante clara a forte queda nas tarifas dos serviços de conectividade e, consequentemente, das receitas médias geradas por usuário. Além disso, ao contrário do comportamento relativamente previsível do tráfego gerado por serviços de voz, o tráfego gerado pela Internet tem enorme volatilidade. Por exemplo, o acesso de centenas de milhares de usuários a uma determinada página durante uma promoção, gerando picos de utilização sem precedentes em uma rede, em determinado momento, cessando logo em seguida.
Em mercados competitivos, como o brasileiro, algumas importantes oportunidades de negócio favorecem a introdução gradual de soluções NGN com a redução dos custos operacionais com VoIP. Atualmente, os serviços de voz e dados são disponibilizados por redes independentes e algumas operadoras planejam estender a prestação de serviços de telecomunicações para outras áreas de atuação.
Portanto, torna-se essencial disponibilizar uma solução de rede que seja extremamente flexível para prover serviços diferenciados e sob demanda que associem o desempenho e a confiabilidade da atual infra-estrutura das redes de telefonia e de dados e que possa sustentar o crescimento de novas demandas.
Análises de empresas especialistas em estudos de mercado, como a Forrester Research e a Deloitte Consulting, entre outros, observam que é um consenso a tendência de que a tecnologia IP passe a ser o ambiente dominante para o transporte de serviços por pacotes, possibilitando mais flexibilidade para prover novos serviços multimídia e de banda larga.
Desta forma, a migração de plataformas de telecomunicações para um ambiente que associe as vantagens tecnológicas do protocolo IP (flexibilidade e rapidez) às vantagens das tecnologias TDM tradicionais (confiabilidade, desempenho e proteção de rede) é fator crucial para o sucesso futuro de empreendimentos nos segmentos para operação das Redes de Próxima Geração. Basta lembrar que o ambiente IP permitirá às operadoras oferecer novos serviços, aplicações e comodidade ao seu cliente de maneira mais eficiente e de custo mais otimizado do que se adotasse uma rede de serviços baseados por circuitos.
A oferta de VoIP constitui um dos caminhos de um investimento muito mais amplo em direção à chamada NGN. A migração poderá ocorrer de várias maneiras, dependendo da infra-estrutura e da necessidade de negócios de cada empresa. A NGN deverá juntar a flexibilidade de banda e configuração de uma rede de dados com a confiabilidade de uma rede TDM. A rede IP pode oferecer qualidade superior à da rede TDM num ambiente controlado, pois é menos sujeita a ruído.

Vantagens das Redes de Nova Geração

Além da oferta de novos serviços já mencionada, as NGN’s possibilitam a redução de custos para o mercado corporativo, pois os aplicativos são unificados e provenientes de uma mesma infra-estrutura. A simples transmissão de voz sobre IP (VoIP) como um pacote de dados já é realidade no mercado corporativo, que vem aderindo às vantagens das redes multisserviços.
A NGN integra infra-estruturas de redes tais como WAN’s, LAN’s, MAN’s e redes sem fio, que antes eram consideradas separadamente. A integração desses recursos e a convergência do tráfego reduzem os custos totais dos recursos da rede, o que permite o compartilhamento da operação, a administração da rede, a manutenção e aprovisionamento de equipamentos e facilidades para o desenvolvimento de novas aplicações multimídia.
As tecnologias da Internet também criam oportunidades para combinar os serviços de voz, dados e vídeo, gerando sinergia entre eles.
foto abaixo fonte:http://www.virtue.com.br/blog/?m=200710

Princípios gerais da convergência                  

Os conceitos básicos da convergência, em especial a concepção de integração entre voz, dados e imagens em numa infra-estrutura fixa ou móvel.
A revolução nas comunicações interpessoais propiciada pelo boom da Internet na década de 90 trouxe uma série de conseqüências benéficas. A nova rede utilizava uma infra-estrutura de telecomunicações já montada e sua popularização fez com que tanto empresas quanto consumidores finais começassem a exigir mais de outros meios de comunicação e dela própria. Este foi o motor que impulsionou a convergência tecnológica, que reúne as capacidades de telecomunicações, agora estendidas, aos recursos de TI (Tecnologia da Informação).
O conceito convergência surgiu como forma de abrigar a aproximação entre os dois mundos, possibilitada também pela acelerada digitalização das operadoras de telecomunicações, com uma premissa idêntica à filosofia digital que rege os equipamentos e sistemas computacionais. Uma possível abordagem sobre a convergência se resume na reunião dos ambientes de dados, voz e imagens em um único dispositivo. Não é uma visão errada, mas redutora, assim como defini-la como a integração entre as telefonias fixa e celular.
Certamente a idéia inicial de convergência data muito antes dos anos 90, se contarmos as primeiras experiências de videotexto e posteriormente o uso da plataforma Frame Relay, então limitada. Porém, somente com a maior capacidade técnica dos equipamentos, a popularização da Internet e o conseqüente advento do protocolo IP (Internet Protocol) é que podemos começar a falar dos primeiros passos concretos do que chamamos atualmente de convergência.
O sonho da integração de vídeo, voz e dados em um mesmo meio e utilizando apenas um ambiente de transporte já é realidade. Hoje em dia, manter uma infra-estrutura de telecomunicações em paralelo a uma estrutura de dados pode ser considerado um erro tático ou mesmo um pensamento retrógrado. Afinal, são inúmeros os reflexos visíveis na economia de recursos, pessoal e tempo para administrar e manter em operação uma rede convergente.
Não se pode ainda esquecer a tendência de os pulsos telefônicos deixarem de existir ou de as novas redes transformarem uma ligação internacional ou interestadual em pulsos locais. Isto sem falar na possibilidade de realizar videoconferências com imagem e som perfeitos no mesmo meio em que trafegam dados e recursos de voz. Ou ainda usar telefonia IP, ter acesso à Web em aparelhos de telefonia móvel ou streaming vídeo em notebook com conexão sem fio, por exemplo. Ou seja, o número de aplicações possíveis é quase ilimitado.

Radiografia da infra-estrutura

Tecnicamente pode ser complexo pensar na integração total pregada pela convergência, em que as redes de telefonia fixa e celular se confundem com a infra-estrutura das tevês por assinatura e o cabeamento de fibras ópticas opera em sintonia total e de modo transparente para o consumidor. Ou, ainda, em que a estrutura física de empresas de energia elétrica ou de satélites de comunicação participe de forma transparente da malha, com todos os meios trabalhando como uma rede única e convergente. A convergência é possível pelas novas características técnicas dos equipamentos, em conformidade com a plataforma NGN (Next Generation Network ou Redes de Próxima Geração), que podem ser interpretadas como a integração das redes WAN (Wide Area Network), LAN (Local Area Network) e MAN (Metropolitan Area Network), respectivamente, rede corporativa de longa distância, rede local e infra-estrutura pública.
A união dos recursos e do tráfego permite o compartilhamento do gerenciamento da rede, a manutenção mais acurada dos equipamentos e o desenvolvimento de aplicações adequadas para o novo cenário. Como toda tecnologia nova, os padrões ainda são recentes, entre eles o MPLS (Multiprotocol Label Switching) e o IPv6. Outra questão complexa é a migração dos sistemas legados – aqueles que a empresa já possui – para as novas plataformas NGN. Esse problema não afeta várias operadoras de telecomunicações brasileiras que, por terem partido do zero na montagem de suas redes, já são NGN ou estão bem próximas disso.
Já as operadoras que ainda possuem infra-estrutura pré-convergência estão com seus circuitos congestionados. Suas redes foram criadas para transmissão de voz e tomadas de assalto primeiro pelo mundo da Internet e agora pela nova filosofia de conexão. A transição a ser feita por elas é transformar os circuitos baseados em tempo de chamada para trafegarem sinais de dados em pacotes, o que pode ser feito através de novos equipamentos e de sistemas baseados em IP.
A balança de consolidação da convergência pende para a transformação das operadoras de telecomunicações em prestadoras de serviço e conteúdo, o que pode ocasionar no futuro uma mudança na regulamentação do setor, de acordo com o crescente peso dos clientes corporativos e sua demanda por novos serviços integrados.

Mundo sem fio

Além de conjugar as aplicações de voz, dados e imagem, a convergência tem como premissa a conjunção das redes, sejam elas sem fio ou cabeadas. Comentando as perspectivas da convergência no mundo wireless, Bill Gates, fundador da Microsoft, propôs a interligação sem fio de computadores com as tevês, como forma de exemplificar a seamless computing (computação sem emendas), ou a capacidade moderna de interligação entre dispositivos e equipamentos.
Como dispositivos wireless, podemos admitir de notebooks a telefones celulares e handhelds – até o caminho de transformar objetos do dia-a-dia, como fogões, geladeiras, etc., em aparelhos conectados e com recursos de voz, dados e imagem. Esse cenário não é um exercício de ficção. Assim como é cada vez mais rotineiro ver imagens e enviar fotos por meio de celulares, em um futuro próximo as tevês e outros aparelhos domésticos também terão essa capacidade.
E isto independe se o serviço é suportado por sistemas integralmente wireless, com apoio de redes cabeadas em algum momento, ou ainda que façam uso de satélites. O que serve não só para descongestionar as infra-estruturas atuais como barateia os serviços devido à diminuição do investimento necessário para a implementação.

O cenário convergente

Segundo estimativas das operadoras, a implementação de redes convergentes pode reduzir os custos de telecomunicações e TI em algo como 40% ou até mais, de acordo com o projeto e sua extensão. A economia maior está na manutenção e na equipe de gerenciamento, e estima-se acelerada redução de custos, se comparados ao modelo tradicional, associado às redes antigas, e tendo em vista a perspectiva de aumento de receitas e lucros com o lançamento de serviços diferenciados e mais baratos.
Outros gastos podem acabar encolhendo e propiciando uma boa economia, como em uma empresa com ampla cobertura geográfica que utiliza chamadas de longa distância. Afinal, com a introdução de uma aplicação de VoIP (voz sobre IP) ou FoIP (fax sobre IP), os preços dos interurbanos de voz e fax caem drasticamente pela tarifação como uma ligação local. Estudos de mercado apontam que 70% dos custos de envio de fax entre Estados Unidos e Ásia podem ser reduzidos com a adoção de FoIP, ao usar a infra-estrutura da mesma forma que a Internet, localmente.
Em comum, os serviços terão uma interface padronizada para os diferentes meios de recepção, sejam eles um telefone celular, uma tevê de plasma ou o computador. Pelo menos essa é a promessa da indústria. Enquanto isso, surgem modalidades de serviço que conjugam o melhor da oferta de serviços da convergência com a terceirização.
É o caso da Telefônica, que empacotou algumas aplicações de dados e vídeo, cuidando da segurança convergente do cliente e até mesmo sublocando PABX IP ou emulando remotamente o serviço. A maior demanda, no entanto, é por VoIP, tanto na plataforma Frame Relay quanto IP - com a definição técnica realizada por uma equipe de consultores da operadora.

Evolução do mercado

Não é errado afirmar que a transmissão de dados e imagens ainda tem uma receita marginal para as operadoras, em alguns casos de 10% do faturamento total. Porém, alguns estudos internacionais apontam que os serviços convergentes serão 60% do bolo até 2008. É um mercado que, segundo estudo da McKinsey, deve crescer anualmente a taxas de 60%, até representar um total de US$ 1 trilhão em 2010 – englobando a convergência como a conhecemos hoje e somando novos recursos advindos da biotecnologia (chips orgânicos) e da nanotecnologia (miniaturização de componentes).
Normalmente, a transição de ambientes rumo a um cenário convergente passa pela substituição da banda estreita pela banda larga; da evolução da infra-estrutura analógica pela digital; da substituição da comunicação fixa por móvel; da instalação de um ambiente mais competitivo de serviços; e da utilização em larga escala do protocolo IP, o que significa a mudança de comutação por circuitos para a transferência de pacotes.
No Brasil, são boas previsões de crescimento econômico e a oferta de serviços convergentes está em alta. As soluções convergência são uma forma de as operadoras de telefonia fixa melhorarem seus balanços e fidelizar os clientes corporativos, e um meio de as carriers celulares se diferenciarem uma das outras.
Fonte: http://www.nextgenerationcenter.com/V3/web/curso.php?curso_id=22&modulo_id=224



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Segurança da Informação
Conceito
Está cada vez mais difícil manter em segurança as informações referentes a empresas ou pessoas. O descuido nessa área pode causar prejuízos significativos, e muitas vezes irreversíveis. Mas felizmente a maior parte das empresas está consciente do perigo e estamos vivendo um momento em que praticamente todas elas mantêm alguma política de segurança.
A Segurança da Informação refere-se à proteção requerida para proteger as informações de empresas ou de pessoas, ou seja, o conceito se aplica tanto as informações corporativas quanto às pessoais. Entende-se por informação todo e qualquer conteúdo ou dado que tenha valor para alguma organização ou pessoa. Ela pode estar guardada para uso restrito ou exposta ao público para consulta ou aquisição.
Podem ser estabelecidas métricas para definição do nível de segurança existente e requerido. Dessa forma, são estabelecidas as bases para análise da melhoria da situação de segurança existente. A segurança de uma determinada informação pode ser afetada por fatores comportamentais e de uso de quem se utiliza dela, pelo ambiente ou infraestrutura que a cerca ou por pessoas mal intencionadas que têm o objetivo de furtar, destruir ou modificar tal informação.
Propriedades
As principais propriedades que orientam a análise, o planejamento e a implementação de uma política de segurança são confidencialidade, integridade e disponibilidade. Na medida em que se desenvolve o uso de transações comerciais em todo o mundo, por intermédio de redes eletrônicas públicas ou privadas, outras propriedades são acrescentadas às primeiras, como legitimidade e autenticidade.
Confidencialidade – Propriedade que limita o acesso à informação tão somente às entidades legítimas, ou seja, àquelas autorizadas pelo proprietário da informação.
Integridade – Propriedade que garante que a informação manipulada mantenha todas as características originais estabelecidas pelo proprietário da informação, incluindo controle de mudanças e garantia do seu ciclo de vida (nascimento, manutenção e destruição).
Disponibilidade – Propriedade que garante que a informação esteja sempre disponível para o uso legítimo, ou seja, por aqueles usuários autorizados pelo proprietário da informação. Em todas as fases da evolução corporativa, é fato que as transações de toda a cadeia de produção – passando pelos fornecedores, fabricantes, distribuidores e consumidores – sempre tiveram a informação como uma base fundamental de relacionamento e coexistência.
O fato é que hoje, quer seja como princípio para troca de mercadorias, segredos estratégicos, regras de mercado, dados operacionais, quer seja simplesmente resultado de pesquisas, a informação, aliada à crescente complexidade do mercado, à forte concorrência e à velocidade imposta pela modernização das relações corporativas, elevou seu posto na pirâmide estratégica, tornando-se fator vital para seu sucesso ou fracasso.
Proteção da informação
Entre as inúmeras tendências que explodiram em tecnologia, poucas assumiram o status de imprescindível. Ao fazer uma comparação, ainda que os sistemas de ERP e CRM sejam de vital importância para a rotina corporativa, ou que soluções de Business Intelligence e Balanced Scorecard permitam aos negócios atingir patamares invejáveis de lucratividade, a Segurança da Informação é a única que não pode faltar em nenhuma hipótese. É ela que protege o bem maior das companhias, ou seja, a informação estratégica.
Para entender a importância da proteção das informações, basta pensar no prejuízo que causaria para os negócios a posse desses dados pela concorrência ou por alguém mal-intencionado. Atualmente, o período é de revisão de processos e de avaliação de soluções que protejam cada vez mais as informações corporativas, sem impactar fortemente na produtividade. Fato é que hoje a segurança é considerada estratégica e já encabeça a lista de preocupações de grandes empresas.
A Segurança deixou de ser submetida aos domínios da TI, para se tornar uma nova área que responde ao vice-presidente ou ao gestor de operações, ganhando orçamento próprio, salas específicas e, claro, prazos e demandas a serem atendidas. Um dos maiores dilemas da Segurança da Informação está relacionado com a proteção dos ativos e a compreensão da amplitude desse conceito dentro da empresa. A idéia de ativo corporativo envolve também uma questão de difícil medição: a marca da companhia e a percepção que ela desperta no mercado. Um grande escândalo, uma falha latente ou uma brecha negligenciada podem sepultar uma companhia para sempre, ainda que ela tenha tido muito sucesso até então. Outra questão relacionada com a Segurança da Informação, que também causa preocupação, é que se trata de um investimento sem fim. Pois à medida que ela vai se fortalecendo, os ataques cada vez mais vão se sofisticando também.
Um caminho sem volta
Não há como voltar atrás. Qualquer companhia, desde a pequena empresa com dois ou três PCs, até uma complexa organização com atuação em diversos países, sabe que em maior ou menor grau a tecnologia é essencial para seu negócio. E é justamente por ser vital, que esse bem não palpável traz consigo uma necessidade básica: segurança.
O desafio não é tão simples. Pela própria natureza, embora muitas empresas de TI estejam se esforçando para mudar essa realidade, a segurança da informação é reativa. Isso significa que, tradicionalmente, primeiro verifica-se a existência de um problema, como vírus, fraude, invasão, para depois encontrar sua solução, vacina, investigação, correção de vulnerabilidade.
Para muitos, esse cenário pode causar pânico. Afinal, primeiro eleva-se a informação ao patamar mais crítico da empresa, tornando-a peça principal do jogo. Em seguida, vê-se que esse dado, pela forma e processo com que é disponibilizado, corre o risco de ser corrompido, alterado ou roubado por um garoto de 16 anos, que resolveu testar programas hackers disponibilizados na própria Internet ou, em casos piores, usurpado por funcionários e passado para a concorrência ou ainda simplesmente causando danos financeiros à empresa.
Mas já existem práticas e soluções tecnológicas suficientemente eficientes para comprovar que a digitalização das transações corporativas não transformou os negócios em uma “terra de ninguém”. Embora reconheçam que afirmar ser 100% seguro é algo precipitado e arriscado, especialistas de segurança apontam que educação profissional, processos e tecnologia formam um tripé resistente no combate ao crime eletrônico. Pesquisas mostram que aumentam os investimentos na proteção dos dados. A segurança é o maior desafio das soluções em TI para o sistema financeiro.
Nem só de software
Outro fenômeno que tem sido observado é a concentração dos serviços de segurança pelo grupo dos dez maiores integradores mundiais. Isso reflete a necessidade prioritária das grandes corporações e governos de moverem-se em direção a fornecedores sólidos, que possam atender as demandas com flexibilidade, inteligência e rapidez, elevando a importância dos fatores de ética profissional, confiabilidade e independência, posicionando-se para o gestor como o “security advisor corporativo”.
Mas as experiências corporativas demonstraram que não é só de software que se constrói uma muralha resistente à crescente variedade de ameaças, falhas e riscos. É preciso que as ações corporativas sejam direcionadas por um Plano Diretor de Segurança, de forma que possam estar à frente de determinadas situações de emergência e risco, uma postura mais pró-ativa que reativa. Esse plano será responsável por verificar se a corporação está destinando verba suficiente para manter o nível de segurança alinhado com as expectativas de negócios. Também apontará se as vulnerabilidades são de fato corrigidas ou se há uma falsa sensação de segurança. É muito comum haver grande disparidade entre o cenário que se pensa ter e aquilo que realmente ele é.
De forma mais ampla, esse plano deve considerar questões estratégicas, táticas e operacionais de negócios, atrelando-as a três tipos básicos de risco: humano, tecnológico e físico. Ao longo desse curso será abordada cada uma dessas variáveis, desde os tipos mais tradicionais de vírus que se disseminam pela rede, até as portas mais vulneráveis da empresa, passando pelo monitoramento de sua rede, seus profissionais, soluções de TI, gestão e políticas de segurança.

FONTE

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Conceito

Software livre hoje é uma realidade. Ele ocupa espaço significativo no cenário tecnológico brasileiro e, aos poucos, vem crescendo e se desenvolvendo. Nesse modelo, a fonte de receita provém da prestação de serviços e da necessidade de agregar conhecimento.

Cenário nacional

Um levantamento encomendado em 2006 pela Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) e realizado pela consultoria IDC indica que o mercado nacional de softwares e serviços é o 12º maior do mundo, movimentando US$ 7,41 bilhões em 2005.

Em primeiro lugar está o mercado norte-americano, com US$ 287,5 bilhões de um segmento que movimento, no ano passado, US$ 662 bilhões em todo o mundo.

Em 2005, apenas as vendas de softwares atingiram US$ 2,72 bilhões , um crescimento de 15% em relação ao ano anterior, quando o setor movimentou US$ 2,36 bilhões. Esse montante representa 1,2% do mercado mundial de programas e equivale a cerca de 41% do mercado latino-americano. A expectativa da IDC e da Abes é que o segmento mantenha um crescimento médio de 11% até 2009, indica a pesquisa.

Porém, o País importa aproximadamente US$ 1 bilhão e exporta US$ 100 milhões, no modelo de software proprietário. A realidade é uma situação de quase monopólio na comercialização de software de escritório e de oligopólio em outras áreas.

A adoção do software livre como novo paradigma tecnológico apresenta-se como uma solução para equilibrar essa balança. Os sistemas de escritório oferecem uma solução estável e eficiente. Alguns aplicativos em código aberto já dominam amplamente o mercado mundial, como o servidor de web Apache, utilizado em mais de 70% dos sites, inclusive na Casa Branca e no Deutsch Bank, entre outros.

Fruto de trabalho colaborativo mundial, o Brasil não está sozinho ao seguir essa tendência. Além de países como Alemanha, França, Espanha e Índia, há um número crescente de empresas adotando a nova forma de fazer negócio na área de TI, como IBM, Novell e HP. Uma das iniciativas é o caso do KDE, uma interface gráfica que permite o uso amigável do computador. O KDE nasceu em 1996, devido à insatisfação com os sistemas existentes do programador alemão Mathias Ettrich.

No modelo de software livre, a fonte de receita provém da prestação de serviços e da necessidade de agregar conhecimento permanentemente. Assim, a renda gerada com o desenvolvimento dos softwares é apropriada localmente e a geração de empregos se dá no próprio país. Isso é uma oposição à atual situação, que gera dependência externa e o envio de royalties desnecessários.

Vale lembrar que, quando o governo incentiva a adoção de soluções em código aberto, não se está proibindo que a indústria de software continue a trabalhar com as soluções proprietárias. No entanto, comprovadamente na área de TI, países e empresas que adotaram na vanguarda novos paradigmas conquistaram parcela significativa de mercado e passaram a predominar no espaço mundial.

A maior diferença entre o software livre e o modelo proprietário não está na possibilidade de ler seus códigos, mas sim na possibilidade de alterar, customizar e melhorar. Isso possibilita independência tecnológica e de fornecedores para o país.

Há brasileiros liderando muitos projetos, empresas que começam a se destacar nesse novo modelo e universidades que se transformaram em centros de excelência em projetos utilizados pelo mundo. Isso tudo sem haver a necessidade do envio de um único centavo em royalties para o exterior e com compartilhamento do conhecimento. Isso posiciona o Brasil na vanguarda na área de tecnologia da informação e os resultados logo serão percebidos.

Conceito de Software Livre

Quando alguém se inicia no caminho dos programas gratuitos, a primeira discussão encontrada é a diferença entre software livre e código aberto. Apesar de serem muito parecidos, esses dois conceitos se diferenciam muito em seus fundamentos.

O conceito de free software, criado pelo pesquisador Richard Stallman, do laboratório MIT AI Lab, baseia-se na idéia de que um programa e seu código fonte são conhecimentos científicos e, assim como os teoremas matemáticos, não podem ser guardados. A idéia é que, se eles forem escondidos do público, correremos o risco de ter uns poucos controlando o conhecimento – retardando, assim, o avanço da ciência.
Richard Stallman vem desenvolvendo essa idéia com o projeto
GNU (Gnu is Not Unix), criado em 1984, por meio da organização Free Software Foundation (FSF). O projeto GNU iniciou a pesquisa e o desenvolvimento de diversos programas que são distribuídos gratuitamente, como o processador de texto EMACS. Todos os programas são licenciados, seguindo o modelo GPL (GNU General Public License), que define claramente as características necessárias a um programa para que ele seja considerado livre.

Pela determinação da GPL, todo programa que utiliza fragmentos de programas licenciados pela GPL também deve ganhar o status de GPL, ou seja, livre . Esse conceito de software livre oferece uma barreira enorme às empresas, já que elas têm como principal objetivo não o aumento do conhecimento humano, e sim o lucro. Por isso, durante muito tempo, o uso de software livre ficou restrito a universidades e centros de pesquisa.
Em 1997, um grupo formado por membros da comunidade de software livre se reuniu e amenizou o conceito, tornando-o mais atraente para as empresas. Entre os participantes, estavam Eric Raymond (autor do livro A Catedral e o Bazar – a bíblia da comunidade free software), Tim O’Reilly (editora O’Reilly, especializada em livros técnicos) e Larry Augustin (presidente da
VA Research, estrela das bolsas americanas pelo seu IPOfenomenal).

O novo conceito, batizado de open source, permitiria que se comercializasse um software de código-fonte aberto ou se usasse parte de um código comercial em um produto gratuito. Optando por programas free ou open source, paga-se o mesmo valor pelo produto final: zero. Isso é ótimo para os bolsos das empresas, mas onde está o apelo para o profissional de TI recomendar e utilizar free software em seus projetos? A resposta é: custos menores e margens de lucros maiores, que é o desejo de qualquer corporação. Como um projeto baseado em software livre ou open source não tem os altos custos de licenciamento de software, essa economia pode (e costuma) ser utilizada para contratar mais e melhores profissionais de TI.

O que é o software livre

Richard Stallman é sempre enfático em destacar os quatro níveis de liberdade que caracterizam o software livre. Primeiro, liberdade de usar o software. Segundo, liberdade de alterar o software conforme as necessidades pessoais. Terceiro, liberdade de aperfeiçoar o software e distribuir cópias para a comunidade. Quarto, liberdade de melhorar o software e publicá-lo com essas melhorias.
E para que isso aconteça, o software precisa ter o código aberto, única forma de o usuário/programador conseguir modificá-lo para uso próprio ou para compartilhar com outras pessoas. Isso é o que torna o software livre uma alternativa consistente e segura, pois é totalmente transparente para o usuário.

Quem garante que no software proprietário, de código-fonte fechado, não exista nenhum “backdoor” ou cavalo de tróia, ou algum outro mecanismo secreto que permita o acesso do fabricante ou de terceiros no computador alheio? No software livre, existe uma comunidade de usuários verificando isso, e se achar algum problema pode corrigi-lo e acrescentar essa melhoria ao software.

A história é a seguinte: após trabalhar treze anos no Laboratório de Inteligência Artificial do Massachussets Institute of Technology (MIT), Stallman deixou seu emprego, em 1984, para criar um sistema operacional livre. Optou por desenvolver um sistema portável, similar ao Unix, dando início ao projeto GNU, que estabelece a licença pública geral como premissa básica do software livre.

Criou então várias ferramentas, entre elas o editor de textos Emacs. Mas foi somente a partir de 1991 que o GNU passou a utilizar o kernel criado por Linus Torvalds, chamado Linux. Por isso, diz Stallman, as pessoas utilizam o GNU/Linux e não o Linux, pois ele nada mais é do que o software desenvolvido pela GNU com o kernel do Linux. E o kernel é uma parte de um conjunto de programas, como o Emacs, o GCC, o debuger, o X Window System, os gerenciadores de janelas, entre outros.

Também é importante distinguir o movimento Software Livre do movimento Open Source (código aberto), pois este último não trata das questões éticas que garantem a liberdade de compartilhar o software com outros e de publicá-lo com melhorias. No Open Source, o código-fonte do software é protegido por direito autoral, o que é muito diferente do movimento Software Livre que é uma forma de consciência social, que encoraja a cooperação e o espírito comunitário de compartilhar conhecimentos.

Software livre X software proprietário

O software proprietário trata-se de um modelo que restringe as liberdades do usuário, como por exemplo: limitando a finalidade do mesmo, o número de cópias que podem ser instaladas, negam acesso ao código-fonte impossibilitando assim, o estudo e a modificação do software. Outra característica que geralmente acompanha o software proprietário é o seu alto custo para o consumidor final.

O software livre vem para garantir a todos os usuários a execução do software, para qualquer uso, estudar o funcionamento de um programa e a de adaptá-lo às suas necessidades; a redistribuição de cópias e a facilidade de melhorar o programa e de tornar as modificações públicas de modo que a comunidade inteira se beneficie da melhoria. Também conhecido como software libertário, os softwares livres são distribuídos gratuitamente, apesar de não serem necessariamente grátis.

Enquanto no software livre o programador abdica de um dos canais de receita pelo seu trabalho, em troca da preservação do controle dos termos de uso da sua obra, no software proprietário, o programador abdica da liberdade de controlar sua obra, em troca de salário e compromisso de sigilo, o distribuidor torna-se proprietário de tudo. Desde o código-fonte, tido como segredo de negócio, até as cópias executáveis, licenciadas ao usuário sob custódia e regime draconiano. Em contrapartida, se a obra tiver qualidades, agregará eficiência aos empreendimentos em torno dela.

Software Livre não significa um software não-comercial. Um programa livre deve estar disponível para uso comercial, desenvolvimento comercial, e distribuição comercial. O desenvolvimento comercial de software livre não é incomum; tais softwares livres comerciais são muito importantes.

Independentemente da competição com o código aberto, o software proprietário no Brasil enfrenta o problema do valor das licenças. Muitas pessoas vão escolher software de código aberto ou resolver piratear o Windows. De uma forma ou de outra, a Microsoft não ganha dinheiro. É uma história que se repete em vários países ao redor do mundo. Mas, de uma maneira mais geral, a principal diferença entre software fechado e software de código aberto está no fato de que a produção de código aberto é mais eficiente. No sentido em que converte de uma melhor forma trabalho e capital em software que funciona. Com o tempo, a forma mais eficiente de produção sempre vence.

Linux, o pingüim

O sucesso do GNU/Linux, cujo mascote é um pingüim chamado Tux, motivou a criação de outros projetos seguindo a mesma filosofia, sustentados por comunidades de empresas, governos, instituições, programadores, analistas, usuários e voluntários em geral. Hoje, o Software Livre consolida-se como um grande conjunto de soluções tecnológicas robustas, abertas, seguras e flexíveis, ideais para organizações onde a inovação já faz parte do dia-a-dia.

O Linux, como é do conhecimento de todos os adeptos da computação, se vem tornando um sistema operacional cada vez mais presente. Uma das razões para isso é que, além de sua qualidade, ele é um sistema que proporciona baixo custo em implementações pelo simples motivo de ser gratuito. Assim como o próprio sistema, uma variedade enorme de softwares encontra-se disponível sem ser necessário pagar nada por eles.

O Software Livre possui tanta importância que se não fosse assim o Linux não existiria ou ficaria restrito aos muros de uma universidade. Linus Torvalds, o “pai do Linux”, quando criou o sistema, não quis guardá-lo para si. Quis montar um sistema que atendesse às suas necessidades, mas que também pudesse ser útil para mais alguém. Fez isso sem saber que estava acabando de “fundar” uma comunidade: a Comunidade Linux.

Essa comunidade consiste em um número enorme de programadores e colaboradores no mundo todo que trabalham com um único objetivo: ter um sistema operacional robusto, confiante, dinâmico, e que, principalmente, esteja ao alcance de todos. A idéia é muito simples: para ser um sistema ao alcance de todos, todos podem colaborar, mostrar suas idéias e participar.

Não a toa o Linux, a cada dia, vem conquistando novos usuários domésticos e cada vez mais atraindo empresas de todos os portes, que buscam um sistema confiável e barato. De quebra, podem alterá-lo para suprir suas necessidades e não precisam gastar com sistemas pagos e limitados. Tudo isso se tornou possível graças ao fato do Linux ser um sistema livre. Sua licença de uso é a GPL, sigla para GNU Public License, e é uma das formas mais conhecidas de distribuição de programas. A maior parte dos softwares para Linux é baseada na licença GPL.

Vale dizer que uma licença é um documento que permite o uso e distribuição de programas dentro de uma série de circunstâncias. É uma espécie de copyright (direitos autorais) que protege o proprietário do programa. Tendo copyright, o dono pode vender, doar, tornar freeware enfim. A Microsoft, por exemplo, atua assim. Você tem de pagar pelos programas e não pode utilizar uma mesma cópia para mais de um computador.

A licença GPL faz exatamente o contrário. Ela permite copiar o programa, e instalar em quantos computadores quiser, alterar o código-fonte e não pagar nada por isso. A GPL não é simplesmente um texto que diz o que você deve fazer para desenvolver um software livre. É, resumidamente, um documento que garante a prática e a existência do mesmo.